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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos

Ela tinha 15 anos quando os viu pela primeira vez. Era o ano de 1998 e uma intensa onda pop invadia as rádios, as revistas e os canais de música do país. Grupos de meninos, grupos de meninas, grupos de irmãos, cantoras solo, todos disputavam a mesma fatia de mercado com canções que soavam parecidas para uns e faziam toda a diferença para outros. Eles faziam parte deste movimento e estavam lá, numa fita de vídeo gravada por um amigo, com uma seleção de videoclipes que faziam sucesso na década de 90, mas de início, ela nem deu muita atenção. “Mais um grupinho pop”, pensou.

O que ela não sabia era que aquele grupinho se tornaria parte de sua vida, pelos próximos 13 anos. E de uma maneira muito intensa, como nenhum outro grupo o fez.


Ciente da febre de bandas gringas que estourava por aqui, a professora de inglês solicitou um trabalho sobre música americana. Não demorou muito até que a escolha acontecesse: a amiga mais antenada foi quem deu idéia. “Vamos falar sobre aqueles meninos que você viu na fita do fulano... aqueles do clipe das cadeiras, lembra? Tenho bastante coisa sobre eles em casa”.

Ah, sim. Os meninos que dançavam com cadeiras. Ela se lembrava, agora. Na época, uma revista adolescente havia lançado uma edição especial sobre o grupo, com uma fita de vídeo que reunia os principais clipes lançados por eles até o momento. Este era o material que a amiga disse ter em casa. Ok, falaremos sobre eles, então. “Traremos a fita e passaremos os clipes para a turma. Será legal”, pensou ela.

Um tanto CDF - como sempre foi - a garota, antes de qualquer coisa, levou a fita para casa, a fim de conhecer melhor o assunto de seu trabalho escolar.
Foi aí que tudo realmente começou. A partir deste dia, não demorou muito até que eles deixassem de ser “mais um grupo” e se tornassem seus ídolos. Os maiores até aquele momento. Mal sabia ela, que eles seriam os maiores de toda a sua vida.

Um cd hoje, uma revista amanhã e assim o fanatismo da garota por estes cinco meninos americanos foi crescendo e tomando uma proporção que ela já não conseguia mais controlar. Pôsteres, fita de vídeo, gravações de programas de TV, tudo isso se tornou rotina para ela. Por vários anos.

Conforme o fascínio e a admiração iam crescendo, crescia também o desejo de ver os meninos tocando ao vivo em seu país. Entrava ano e saía ano, os boatos surgiam, mas nunca eram confirmados. E ela se agarrava em cada pontinha de esperança que pudesse existir, em cada manchete falsa que era publicada nas revistas, talvez com a intenção de vendê-las (como se precisasse... Uma simples foto dos cinco era o bastante para esgotar a edição em quase todas as bancas).

Durante anos, a menina sonhou com isso. Com o dia em que teria a chance de vê-los e mais: com o dia em que eles a veriam. E saberiam do seu amor, da sua dedicação, da sua admiração e da sua fidelidade.

Eles ainda não sabiam, mas eram seus amigos. Bom, pelo menos quatro deles eram amigos. Por um, em especial, ela nutria um sentimento diferente, ainda mais forte. Tratava-se de uma paixão platônica, mesmo. Imaginava como seria ser o alvo daquelas canções românticas. Classificava-o como “menino perfeito”, afinal, que outro garoto de 18 anos dizia coisas como “Tudo que eu faço é por você”, “eu nunca vou quebrar seu coração”, ou ainda “eu prefiro morrer do que viver sem você”. Era a personificação de tudo aquilo que ela buscava em alguém. E ele estava lá, bem longe dela. De forma completamente inalcançável.

Ela sabia que era impossível tê-lo. Mas gostaria que ele, ao menos, soubesse que ela existia. E também queria que, mesmo por alguns segundos, ela pudesse olhar para ele. Só para ele. E sentir que ele estava olhando de volta. Para ela, isso bastaria.

Em 2001, o que começou como um boato, finalmente se confirmou: sua banda preferida vinha mesmo ao Brasil, com show agendado em São Paulo para os dias 5 e 6 de maio. Deus, como aquela notícia mexeu com ela. Precisava dar um jeito de ir. Era mais que um querer, era uma necessidade. Morar no interior, nessas horas, era um agente dificultador. Mas, numa sincera conspiração do universo, tudo deu certo e lá estava ela, naquele dia 5 de maio, em meio a milhares de pessoas no estacionamento do Anhembi, esperando seu maior sonho se realizar.

O show foi incrível, e durante todo o tempo, ela custou a acreditar que estivesse mesmo acontecendo.

Bom, os anos se passaram, a menina cresceu, mas a admiração pela banda estava sempre ali. As vezes escondida atrás de preocupações que a vida adulta trouxe, as vezes servindo como ponto de fuga para os problemas, talvez em momentos saudosistas, de uma época que ela sabia que não voltaria mais, mas os meninos estavam sempre presentes. Sempre.

Vez ou outra ela se lembrava do sonho daquela garota de 15 anos. A vontade que ela tinha de conhecer seus ídolos e de ser “conhecida” por eles também. Saber que eles a veriam, uma vez que fosse. Este sonho ainda não tinha sido realizado. Pudera, os meninos nunca mais voltaram ao Brasil, desde 2001. “Que bom que fui àquele show”, pensava. “Mal sabia que não teria outra chance”.

Mas a chance aconteceu, em 2009. A notícia foi recebida da mesma forma que há oito anos: com o coração disparado e lágrimas incontroláveis. “Vou ver os meninos de novo”, era a única coisa em que ela conseguia pensar. Talvez se chegasse cedo e conseguisse um lugar na grade, ela poderia ser vista por um deles. Ou, melhor ainda, por ELE. A preferência não tinha acabado. Na opinião dela, ele ainda era o mais bonito, o mais legal, o que cantava melhor. Os anos não a fizeram mudar. Ela sabia que, no fundo, havia apenas envelhecido um pouco. Será que eles ainda lotariam um show? Será que ainda existiriam fãs como ela? Nada disso importava. Seu ingresso Premium estava garantido (graças ao 13º salário) e ela estaria lá.

Mesmo chegando cedo, o tão sonhado lugar na grade não aconteceu. O empurra-empurra do show, a falta de educação das outras fãs fez com que ela abdicasse do posto e resolvesse ir para o final do seu setor, curtir o show com tranqüilidade. Naquele momento ela queria apenas uma companhia: a de suas lágrimas. E como elas rolaram, meu Deus, do começo ou fim. Era impossível cessá-las.

Depois de tantos anos, a magia ainda era a mesma. A paixão ainda era a mesma. E a zuação por parte dos amigos por ela ainda ser fã de uma boy band também continuava. Nada que importasse. Personalidade forte sempre foi sua característica.

Mas voltemos a falar do sonho, que veio a se realizar 13 anos depois da primeira vez em que ela viu aquele clipe das cadeiras. O ano era 2011 e a turnê dos seus eternos meninos voltaria ao seu país. Mais uma vez os ingressos foram comprados com rapidez, mas de certa forma, desta vez isso não era o bastante. Queria mais. Queria olhar pra eles e queria que eles a vissem. De certa forma, ela ainda “devia” isso para a garota de 15 anos que ficou escondida em algum ponto de seu passado. Chegara a hora de acertar essas contas.

Uma amiga facilitou todo o processo e, no dia 26 de fevereiro, lá estava ela, a um passo de ver seus ídolos de perto, pela primeira vez (sim, pra ela os shows não contavam... eles não a conheciam ainda).

As portas se abriram, a fila se formou a e a ansiedade começou a surgir. Agora com 27 anos, a menina tentou abafar esse sentimento de todas as maneiras. “Se enxerga, garota, você já tem quase 30 anos. Aja como tal”. E essa briga entre a mulher de quase 30 e a adolescente de 15 durou 3 longas horas. Até que ela se viu diante do palco, com um grupo seleto de jovens da mesma faixa etária que ela, e, de repente, ELE entrou.

Nesta hora a mulher de quase 30 falou mais alto e ela controlou muito bem suas emoções. Embora a menina de 15 nunca tenha sido do tipo histérica, ela chorava sempre copiosamente, de maneira que as pessoas se preocupavam com isso. Achavam que ela estava passando mal ou coisa parecida. Mas desta vez, as lágrimas foram contidas. Pelo menos ate que eles começassem a cantar Incomplete. Era uma das músicas que ela gostava bastante.

Embora houvesse quatro cantores no palco, sua atenção era voltada apenas para um deles. Dois, no máximo.  Naquele momento, o relógio andava mais rapidamente do que o normal, e o ensaio terminou.

Hora da foto. A tão sonhada foto. Eles olhariam para ela. ELE olharia para ela. Os minutos que se seguiram não ficaram muito bem definidos em sua mente. Ela se lembra de te-los cumprimentado e de ter travado ao olhar para ELE. Por segundos, era difícil acreditar que depois de tanto tempo, tanto choro, tanto sonho, ele estivesse ali. E ele não tinha a mínima noção de quanto significou para ela. Da importância que teve em sua vida. Ela podia ter dito, tentado explicar, mas não o fez. Preferiu apenas olhar, absorver aquele momento de maneira quieta, quase religiosa.

E ele não era o cara “legal” e expansivo que demonstrava ser. Estava com o semblante fechado, parecia anestesiado, distante de qualquer emoção que estivesse rolando com a aquela garota. Ela olhou para a foto, sorriu (ou tentou sorrir, ela não se lembra muito bem), olhou para trás, agradeceu e foi embora.

O sonho da menina de 15 anos estava, finalmente, realizado. Por incríveis 5 ou 6 segundos, ELE havia olhado para ela. E se é verdade que olhares são melhores para expressar sentimentos do que as próprias palavras, naquele dia ele soube tudo aquilo que ela não conseguiu verbalizar.
Menina e mulher acertaram as contas, já não deviam mais nada uma a outra. Ambas estavam felizes. Muito felizes. E agora, aguardam juntas pela próxima vez.

Escrito por Leivy às 00h44 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Obviamente, um blog não serve só para falar de problemas. Divido também minhas alegrias aqui. E nestes últimos dias, tenho estado bem feliz.
A 'culpa' disso - se é que podemos chamar assim - tem nome e sobrenome. Aliás, nome, sobrenome e um olho azul incrível.

Pois é.

Quem leu meu post anterior viu que as coisas não estavam muito boas por aqui. Estava extremamente decepcionada e magoada com uma pessoa que me fez muito mal. Mas, como diria uma das minhas músicas preferidas: "And when you slammed the front door shut, a lot of others opened up". E abriram mesmo.

E uma dessas portas eu não fui capaz de fechar. Bem, aqui cabe um parenteses. Sempre fui muito racional no quesito relacionamento. Penso demais antes de aceitar alguma coisa, peso as consequencias de um possivel fracasso e só arrisco se realmente acho que vai valer a pena. Por causa disso, tive pouquíssimas pessoas na minha vida e nunca fiz questão de aumentar essa lista.

Nunca fui do tipo que precisava de alguém do lado. Se tivesse, ok. Se não tivesse, minha vida seguia do mesmo jeito.

Mas, voltando. Uma das portas que se abriram, eu não fui capaz de fechar. E nem eu entendia o porquê. O óbvio seria que eu cortasse isso logo no início, mas fui me deixando levar. Aceitei o primeiro convite pra sair, aconteceu o segundo, aceitei também, e quando percebi estava ficando completamente envolvida em algo que, na época, eu lutava para não acontecer.

Isso, inclusive, foi deixado bem claro para a pessoa. "Não quero me envolver de maneira muito séria com ninguém. Acabei de sair de um relacionamento complicado e não estou disposta a passar por tudo isso de novo. Preciso de um tempo para mim, vou viajar em poucos meses, quero estar 'livre' quando isso acontecer". E a pessoa aceitou, respeitou, mas não desanimou.

Com o tempo, todo esse discurso começou a desmoronar. E eu não entendia o que estava acontecendo. Na verdade, acho que não entendo até agora (isso é algo que eu também já falei pra ele... algumas vezes).

Até que um belo dia eu tive um surto de sinceridade e resolvi assumir pra mim mesma - e pra ele também - que eu tinha fracassado. Estava gostando da 'brincadeira' mais do que eu planejava gostar. Em resumo, estava me apaixonando de novo.

O que parecia impossível, aconteceu. E aconteceu em tão pouco tempo, que me assustava absurdamente. Meu lado racional ainda queria entender razões, motivos, porques... como se isso adiantasse. Não sei porque insisto em querer definir e conceituar o abstrato.

Hoje, passados pouco mais de trinta dias, chego a conclusão de que não há o que definir. Há apenas o que viver para aproveitar e curtir cada minuto, cada segundo disso tudo e torcer, mas torcer muito, para que dure muito tempo.

Não vou fazer muita propaganda, mas posso dizer que garotos legais existem, sim. E os perfeitos, também. E os fofos, idem. Assim como também existem os que nos conquistam a cada dia com atitudes que nem em sonho poderiam ser idealizadas. E olha que eu sou a rainha das comédias românticas e dos seriados fofos... produtos que abusam de atitudes que nos deixam sonhando durante anos e que nos frustram depois por nunca encontrarmos alguem capaz de fazer algo parecido por nós. Entendo TUDO do assunto. E mesmo assim, ainda consigo me surpreender com ele.

Se tivesse que resumir em uma só palavra meu estado nos últimos dias, sem dúvida seria FELIZ. No sentido mais amplo da palavra.

Feliz por achar alguém que me deixa ser eu mesma, que me admira por isso e que não me cobra mudanças. Ao contrário: alguém que diz ter orgulho de mim.

Feliz por ter conquistado, meio que sem querer, um cara incrível, diferente de todos os outros e que possui qualidades que eu sempre busquei em alguém, mesmo sabendo que seria muito difícil - ou mesmo impossível - de encontrar e que me faz um bem enorme. Mais do que ele mesmo pode imaginar.

Agradecê-lo é muito pouco.

Escrito por [FKR] Leivy às 18h25 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Não falaria sobre isso aqui, mas sinto que preciso escrever (sim, esse é um costume antigo: escrever sobre os problemas é a melhor forma, pra mim, de aliviar o que incomoda e seguir em frente).

Fato é que fui enganada. Me sinto enganada. Por uma pessoa que passou anos me fazendo acreditar num sentimento que, talvez, nunca tenha existido de verdade. E a a pessoa não tem culpa. Digo isso porque pouquissímas pessoas no mundo sabem, de verdade, o que é o amor. E um número de pessoas ainda menor tem a chance de sentí-lo, mesmo que apenas uma vez, durante a vida toda.

O problema é que a falta de conhecimento sobre o assunto faz com que muitos deduzam o que é o amor e apregoem ao mundo que é isso que sentem por alguém. Na maioria das vezes não é. As pessoas gostam, precisam, acostumam, se apaixonam, se sentem atraídas, desejam e confundem tudo isso com o amor, mas não sabem que o amor verdadeiro é maior do que todas essas coisas juntas.

Ah, Leivanira, você é muito romântica, dirá alguém. E talvez eu o seja, sim. De uma maneira não muito tradicional, eu diria, mas tenho um pouco de romantismo dentro de mim. E é aquele romantismo exagerado, que me parece existir apenas em obras de escritores famosos ou nas telas de cinema.

Se formos buscar definições sacras, poéticas ou, simplesmente, definições de pessoas que achavam que entendiam do assunto (leia-se: pessoas que falavam sobre o amor, mas que não necessariamente viveram isso realmente), encontraremos o seguinte:

"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha" (I Corintios 13)

"O amor é um enorme exagero de diferença, entre uma pessoa e as restantes” Bernard Shaw

“Quem não considera os defeitos do ser amado como virtude, não ama” Goethe

“O amor é a poesia dos sentidos. Quando existe, existe para todo o sempre e aumenta cada vez mais” Honoré de Balzac

"Amar é querer estar perto, se longe; e mais perto, se perto” Vinícius de Morais

“Barreiras de pedra não podem deter o amor”  William Shakespeare

“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem” Saint-Exupèry

E não para por aí. Mas diante de todas essas definições, concluo que existem pessoas que ainda não conheceram o amor verdadeiro. Se iludiram por anos. E tentam se iludir, ainda mais , apregoando que isso não terminou e que 'sabem o que sentem'. Tolos.

Quem ama verdadeiramente não maltrata, não despreza, não descarta friamente, não ignora, não se deixa dominar pela raiva, não tem vontade de ficar longe, não desiste, ao contrário, insiste para resolver problemas e aparar arestas. Quem um dia soube o que é o amor, não o troca por uma partida de futebol, por amigos ou por qualquer outra coisa. Não consegue ver o telefone tocando e ignorar isso. Não é capaz de fazer 'pirraça', só para fazer o outro correr atrás, ou dar o troco na mesma moeda.

Enfim, a verdade é que depois de seis anos de convivência, eu queria um pouco de sinceridade. Eu queria poder olhar para trás e dizer: ok, acabou, mas valeu a pena. Porque hoje não é isso que eu sinto. Acho, sim, que fui uma idiota que não mereceu, sequer, uma explicação decente do por quê tudo terminou, porque a pessoa foi covarde o suficiente para fazer isso via internet, sem olhar nos meus olhos. Como alguém que você conhece em uma balada e pra quem não tem a obrigação de ligar no dia seguinte.

Infelizmente, pra mim tudo tinha significado um pouco mais. Por tudo que vivemos, por tudo que compartilhamos, pelas descobertas, pelas dificuldades superadas, enfim, pela amizade que já existia antes de qualquer outra coisa, mas que não foi suficiente para que, na hora, eu merecesse uma atitude mais humana.

Pra mim, tudo é muito simples: "Não sei como terminar, ela vai ficar chateada, então vou dizer que ainda gosto dela, para amenizar as coisas. Ah, também vou dizer que um dia a gente vai sentar pra conversar, porque assim ela vai ficar esperando e achando que tudo permanece como era antes. Enquanto isso, mostro que minha vida está seguindo muito bem sem ela, ela vai se desiludindo, até o sentimento do lado dela acabar e eu ficar livre de vez".

Se for isso, parabéns! Objetivo 90% alcançado. Já pode comemorar.

Ainda tenho mais coisas a dizer. Mas não vou fazê-lo. Não agora.

Escrito por [FKR] Leivy às 22h07 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Em 2003, quando ouvi o Stripped da Aguilera pela primeira vez, lembro de ter gostado especialmente de uma música chamada Cruz. E juro: se tivesse que virar single, eu deveria ser a diretora do clipe: sempre imaginei cenas ótimas para esta música.

Em 2005, quando surgiram umas oportunidades na minha vida (que eu não aproveitei, diga-se), essa música voltou a falar mais alto. Chegava, inclusive, a me imaginar na situação descrita na letra com a música tocando como 'trilha sonora' do momento.

O tempo passou e quase esqueci da tal música. Até que, recentemente, ela voltou a ser presença constante na minha playlist. Aliás, é exatamente isso que estou ouvindo agora.

Por isso, divido com vocês um trechinho da letra.

I'm leaving today
Living it, leaving it to change

Slowly drifting into a peaceful breeze
Tongue tied and twisted are all my memories
Celebrating a fantasy come true
Packing all my bags, finally on the move

I turn up the radio and I'm feeling like I've never felt before
Turn down the memories of yesteryears and broken dreams I bring
Finally free

Escrito por [FKR] Leivy às 15h26 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Na verdade este texto que vou colocar aqui já foi postado no FKR, mas vou usar este espaço para 'salvá-lo' digitalmente. Até porque, além de ser um espaço para desabafos este blog é, também, uma espécie de arquivo da minha vida. Adoro voltar aqui e ler sobre as coisas que vivi em anos anteriores.

Então, para que eu possa guardar aquele momento para sempre, aqui vai o relato do dia 16 de outubro. Um dos dias mais felizes que eu já vivi.

Meu encontro com o Kimi

Bom, minha maratona do GP Brasil 2009 começou na quinta-feira de manhã quando fomos para a coletiva da Shell. Essa coletiva já é bastante tradicional e conta sempre com a presença dos dois pilotos da Ferrari. Neste ano: Kimi Raikkonen e Giancarlo Fisichella.

            Já tinha participado da coletiva do ano passado, então já conhecia o esquema: entrar logo e garantir uma cadeira na fileira da frente, para ficar o mais próximo possível do Kimi. Assim que as entradas foram liberadas, sentamos no lugar desejado: eu, a Ludy do Octeto e mais duas amigas (Monique e Sabrina).

            Quando o Kimi entrou, a reação foi a mesma do ano passado: lágrimas. É sempre inacreditável pensar que aquele cara que eu passo o ano todo vendo pela TV e pela net está ali, sentado na minha frente, a menos de 2 metros de distância.

            Poucas respostas e algumas fotos depois, a coletiva terminou e eu já não cabia em mim de tanta felicidade. Se o final de semana terminasse ali, já teria valido a pena.

            À noite fomos para o Hyatt (eu e a Monique), na tentativa de encontrá-lo. No entanto, como o esquema de segurança estava mais forte neste ano, tivemos que entrar e ir pro bar, já que sem consumir ($$$), não podíamos ficar ali. O problema foi que a hostess nos colocou em uma mesa que tinha uma péssima visualização da porta, logo, se o Kimi chegasse dificilmente nós iríamos ver. Como previsto, ficamos ali a noite toda, ele chegou, não vimos e fomos embora um tanto mais pobres (custava R$ 9 um simples café) e frustradas.

            Na sexta-feira encontramos a Sami na estação da CPTM e voltamos para lá. Dessa vez em outra mesa, com uma visão privilegiada da porta. Bem, o relato da Sami vocês já conhecem. Depois do sorriso, o Kimi desceu mais uma vez e saiu. A Sami até tentou ir atrás dele, mas não rolou. Foi aí que ela resolveu ir embora e eu insisti em ficar lá mais um pouco. Ele tinha saído de boné e com a roupa da Ferrari e, pra mim, isso era um sinal de que ele não teria ido longe.

            No final das contas, eu estava certa. Cerca de uma hora depois ele retornou, exatamente às 21:08. Quando vi, saí da mesa onde eu estava e fui na direção dele, que tinha parado para atender uma criança. Sabia que essa atitude poderia culminar em um educado convite para que eu fosse embora do hotel, mas eu precisava arriscar. Alguma coisa me dizia: It’s now or never! GO! E se eu conseguisse a foto, poderia ser ‘expulsa’ de lá numa boa. Minha missão estaria cumprida.

Como só tinha o celular em mãos, parei bem do lado dele e tirei uma foto enquanto ele autografava uma revista para o moleque. Meu pensamento era um só: se ele não parar para me atender, ao menos terei uma foto dele bem de perto. Só que não tinha me dado conta de que eu tremia absurdamente, o que comprometeu bastante a qualidade da foto. Mas isso não importava. Tudo que importava era que ele estava ali, na minha frente, a menos de um passo de mim.

            Assim que terminou de autografar a revista ele saiu e tudo que eu consegui dizer foi: Kimi, just a picture, please. Ele não disse uma palavra sequer, mas parou ao meu lado. Foi aí que eu passei o braço pela cintura dele - meio que tentando impedir que ele saísse correndo antes da foto - enquanto a ‘tremedeira’ só piorava.

            Minha amiga (que também tremia, como dá pra notar hehehe) bateu a foto e ele já estava saindo de perto de nós quando eu disse: Hey! Ele parou onde estava e olhou para trás. Nem acreditei. Por tudo que conhecemos do Kimi, imaginava que ele sequer olhasse pra gente, quanto mais que ele parasse quando ouvisse um Hey. Que jeito era esse de chamar o cara? Você passa seis anos da sua vida venerando uma pessoa para depois chamá-lo de ‘hey’?

            Mas enfim, eu disse hey e mesmo assim ele olhou pra mim. Aliás, aqui cabe um parênteses: O Kimi é o tipo de cara que olha no fundo dos teus olhos enquanto você fala com ele (diferente do Alguersuari, por exemplo, que não faz ideia de qual é a cor do meu cabelo até agora. Ele parava para a foto, mas mal olhava pra gente). E aí eu continuei: please… just one more... with her. Afinal, minha amiga também queria uma foto com ele. Ele mais uma vez parou e enquanto minha amiga arrumava o celular dela para que eu pudesse fotografá-la, eu fiquei ali, parada, olhando no fundo daqueles olhos que também olhavam pra mim. Nessa hora, milhares de coisas passaram pela minha cabeça: falar do FKR, falar que eu tinha ido na coletiva do dia anterior, dizer o quanto a gente gosta dele e o admira, o quanto ele é especial pra gente, enfim, quis dizer muita coisa, mas tudo que consegui fazer foi ficar ali, paralisada por aquele olhar, imaginando o quanto eu sonhei com aquele momento...

            Celular arrumado, bati a foto da minha amiga e disse ‘thanx’. Depois disso, ele foi embora. E foi só neste momento que eu tive a real noção do que tinha acabado de acontecer. A partir daí, as lágrimas foram incontroláveis. Voltei pra minha mesa, chorei tudo que era possível, mas de uma forma muito controlada (afinal, estava em um hotel 5 estrelas e não podia pagar ‘mais’ mico), me deram água e fiquei ali, com um sorriso de orelha a orelha, sentindo o gostinho da realização de um sonho. Só é uma pena que os sonhos sempre acabam.

            Hoje, deste meu sonho, restam apenas fotos. Fotos de um momento que eu vou guardar para sempre. Não importa o quanto digam que isso é infantilidade e não importa o quanto olhem pra mim e digam: nossa, só isso?

            Pra mim não foi só isso, foi também um dos melhores dias da minha vida. EVER! Um daqueles momentos em que você implora pro relógio parar, mas que ele infelizmente não para.

Escrito por [FKR] Leivy às 18h16 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Tanta coisa pra dizer, mas não consigo organizar minhas idéias. Pensando bem, a verdade é que eu não quero organizá-las. Não quero torná-las públicas. De nada adiantaria.

É estranho. Quase todo dia as pessoas te perguntam como você está, mas poucas estão dispostas a ouvir uma resposta diferente do: Bem, obrigada. Então por que perguntaram? Odeio essas demonstrações de 'educação'. Preciso de demonstrações de amizade, de carinho.. E isso tem sido bem difícil, ultimamente, com raríssimas exceções. Aliás, exceções que não irei nomear porque fazem parte da lista de coisas que ninguém precisa saber.

E assim vou seguindo.

Em cerca de quatro meses, irei realizar o maior sonho da minha vida. Mas não sei se isso me deixa feliz. Porque sei que depois de três semanas voltarei para casa, deixando para trás algo que eu não queria ter que deixar. Tudo que sei é que vou tentar aproveitar tudo que posso de cada um destes 21 dias. E espero que a Leivanira que vai voltar de lá seja BEM diferente da que deve embarcar na última semana de março. Veremos!

Escrito por [FKR] Leivy às 20h22 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Dizem que tudo na vida tem um fim. E por mais que eu saiba que isso é verdade, nunca soube lidar com a situação. O que está acabando não importa: pode ser um relacionamento, uma série de TV, minha banda preferida ou até a faculdade... a verdade é que sempre que essas coisas chegam ao fim me deixam com uma sensação de vazio que é bem difícil de superar.

 

Hoje, particularmente, estou com essa sensação bem latente. É estranho pensar, mas embora saiba que nada é eterno, nunca consegui imaginar como seria issose terminasse. Aliás, a continuação era sempre tão óbvia e automática que o fim sequer era cogitado. Não tinha porque acabar: os resultados ainda apareciam, as conquistas aconteciam e não existiam fatores externos que atrapalhassem. Logo, pra que se preocupar?

 

Até que, neste ano, as preocupações começaram. Boatos foram surgindo, ganharam força com o passar dos meses, se concretizaram no segundo semestre e a garantia de mais um ano deu lugar a dúvida. Questionamentos. Mais boatos. Minha reação foi imediata: preciso estar lá neste ano. Preciso aproveitar esta que, provavelmente, será minha última chance. Fui. Aproveitei tudo que pude. Realizei um sonho. E voltei para casa rezando para que o sonho não terminasse naquele 1º de novembro.

 

Passaram-se alguns dias e os boatos foram diminuindo gradativamente, dando lugar a outros, envolvendo outras pessoas. E a cada dia as chances de permanência me pareciam mais escassas. Acessos diários a sites especializados se tornaram rotina, sempre esperando por uma boa notícia... que nunca vinha... que nunca veio... e que, agora, dificilmente virá.

 

Recebo via twitter a informação de que o que eu mais temia foi confirmado: fontes finlandesas afirmam que o sonho acabou. O meu sonho. Sonho que durante anos foi compartilhado com outras seis garotas que tinham interesses comuns. Que se tornaram amigas, companheiras, irmãs. E irmãs no sentido mais completo e complexo da palavra.

 

Nestes seis anos, essas sete garotas dividiram anseios, conquistas, medos, novas experiências e, acima de tudo, nosso amor e dedicação a essa pessoa que hoje, de certa forma, deixa de fazer parte de nossa rotina diária.

 

Para mim, como sempre, a dor está sendo inevitável. Lembro-me perfeitamente de como tudo isso começou. Das madrugadas mal dormidas, dos treinos classificatórios que eram gravados para que eu pudesse assistir no ônibus enquanto ia para a faculdade, dos projetos bem sucedidos, dos projetos mal sucedidos, dos finais de semana passados na frente do PC produzindo podcasts, das confusões com outros grupos de fãs, das entrevistas dadas a grandes meios de comunicação, enfim, de tudo que vivi neste tempo, graças a esta admiração que surgiu da maneira mais bizarra e por motivos realmente questionáveis, mas que se transformou, amadureceu e me serviu depois como exemplo de conduta e de posicionamento diante das dificuldades. Verdadeiro exemplo de vida.

 

Hoje não sei o que esperar. Talvez tudo não passe de um pesadelo. Ou talvez seja tudo verdade. Mas sei que levarei isso comigo para sempre. O exemplo continuará sendo seguido, mesmo que a maioria o esqueça. Assim como vou me lembrar eternamente das amizades que conquistei através dele, dos bons momentos que passei no último mês de outubro e daquele olhar incrível que, por um momento, me paralisou por completo e me fez ver que tudo, tudo mesmo, valeu a pena.

 

Escrito por [FKR] Leivy às 22h11 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Ridiculamente eu nomeei esse blog de Maybe it´s me. Como pode uma pessoa querer definir quem ela é, qdo nem ela sabe qual é a definiçao?

Não me conheço. Tive mais certeza disso hoje.

Tenho o péssimo costume de fuçar orkut. Hoje deixaram um scrap pra mim e eu fui ver quem era. Na pagina inicial dessa pessoa vi uma comunidade tosca, entrei e me deparei com algo q mudou meu dia totalmente.

Duas garotas de 17 e 18 anos morreram em um acidente na sexta feira antes da páscoa (chamada sexta feira santa). Até aí, td mundo pode pensar: ok, elas não foram as únicas. E, realmente, muitas outras morreram não só nesse dia.. o q me incomodou não foi o fato de serem essas duas garotas especificamente (eu nem as conhecia, eram de outra cidade e tal). O q pegou foi ver q a página do Orkut delas e o fotolog delas ainda existe. Mesmo depois de 11 dias do acidente.

Achar essas coisas não me fez bem por dois motivos:

1) Me coloquei no lugar delas. Essas garotas nunca poderiam imaginar qdo postaram as ultimas fotos, que entre os comentários daquela página estariam vários 'descanse em paz'. Elas não pensavam que os planos todos feitos pra aquele final de semana prolongado, nunca seriam realizados. Nem que morreriam de forma tão bruta (foram arremessadas pra fora do carro e encontradas 50 m depois do local da batida... a porta de tras do carro se soltou, por isso elas 'voaram')

2) Um dos scraps deixados na página de uma delas, era de um garoto que tinha encontrado-a na quinta a noite e disputado com ela uma partida de sinuca (q ela pagou). As palavras dele me balançaram: nunca pensei q seria a última noite dela nesse mundo (elas morreram as 19H).

Sabe, ninguem é paranóico a ponto de pensar que pode ser a última vez q veremos a pessoa com quem estamos. Mas existe uma chance real de ser. E aí? Será que tudo foi dito? Será que elas sabem o q sentimos por elas? Será que estamos aproveitando os momentos ou estamos desperdiçando com brigas tolas e conversas insossas? Será q existem coisas a serem acertadas e que ainda não foram, e com isso, uma mágoa vai tomando conta do nosso coração até o dia em que pouco importará o que aconteceu ou como vai se resolver?

Lembrei daquele texto "Um dia vc aprende" que é atribuído ao Shakespeare (mas que nunca soube se é realmente dele):

"Um dia vc aprende que as pessoas com quem voce mais se importa na vida são tomadas de voce muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a vejamos".

Confesso que eu nem sempre faço isso.

Como vou querer usar esse espaço pra mostrar ao mundo quem eu sou... qdo nem eu sei quem eu sou. Precisei me abalar com a morte de duas desconhecidas (que se tornaram tão íntimas, depois de ler suas páginas na Internet), pra repensar a minha vida... e o meu modo de lidar com a vida das pessoas que são importantes pra mim.

Por isso, por favor, nunca se esqueçam do quanto eu adoro tds vcs que passam por aqui ou pelo meu fotolog ou até alguns que nem passam, mas que tocaram a minha vida de alguma forma e ocupam espaço no meu coração.

Se tem alguma coisa que eu sei sobre mim, é que todos vcs me ajudaram a construir essa incógnita chamada Leivanira que existe hoje. Cada um, de sua forma particular e exclusiva, me ensinou alguma coisa que eu levo comigo até hoje. E eu sou mto grata por ter todos voces em minha vida. (ou mesmo por ter tido por um tempo, para os que hoje estão mais distantes).

Desde as minhas amigas 'virtuais' ou aqueles q eu conheço mas não vejo faz tempo: Eu adoro vcs! não esqueçam disso.... NUNCA!

Escrito por [FKR] Leivy às 20h29 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Se tem uma coisa que eu preciso é aprender a dizer não. Devia ter aprendido já, depois de tantos que eu venho ouvindo durante esses 23 anos, mas na maioria das vezes não consigo. E me fazem de boba por isso.

Hoje foi a gota d'água. Estressei, xinguei, falei mais do que devia, magoei pessoas que eu amo, me arrependi, entristeci... tudo porque eu não soube dizer não.

Mas sei o motivo de ser assim. Tenho medo de ouvir essa palavra. Conheço a frustração que esse som me causa, então, evito fazer com que as outras pessoas a escutem tb.

Continuando, hoje não soube dizer não. O resultado disso foi passar frio, fome e ficar num lugar escuro, sozinha, esperando a boa vontade de uma pessoa ir me buscar. Em prol da felicidade de uma pessoa, tive um dos meus piores dias.

Sou nova ainda... tenho fé que um dia eu aprendo.

Escrito por [FKR] Leivy às 20h14 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Senti necessidade de voltar. Tinha me desacostumado a postar aqui. Tinha me desiludido com o blog. Ensaiei minha volta várias vezes e concluí que desaprendi a escrever (conclusão péssima pra alguém que 4 meses atrás se formou em jornalismo). Tentei substituí-lo por um fotolog, mas também foi em vão. Postar fotos não me satisfaz. Minhas fotos não dizem nada. São incapazes de exprimir quem eu sou, do que eu gosto ou o que eu penso. Não traduzem minhas dúvidas e incertezas sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre a minha vida, sobre mim.

Mas a verdade é que apesar desse monte de 'des' que citei aí em cima, eu sinto muita falta desse cantinho. Não acredito em horóscopo, mas sinto que me encaixo na definição dos geminianos quase que perfeitamente: comunicativa, grande capacidade de pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo, gostam e desgostam das coisas com a mesma facilidade. Talvez isso tenha acontecido com o Blog.

Desde meu último post, muita coisa aconteceu. Mudei pra Campinas, consegui um estágio lá, fiz a minha tão sonhada monitoria, voltei pra Itu, saí do estágio, concluí a monitoria, ganhei bolsa na faculdade de novo, escrevi meu livro, fui aprovada no meu TCC, fiz um curso de assessoria de imprensa em São Paulo, terminei a faculdade, recebi meu certificado, cheguei na última fase no processo seletivo de uma grande empresa, não fui aprovada nessa última fase, parei de ir a igreja, enfim, mudei um pouco, cresci bem menos, amadureci a duras penas, sofri mais do que precisava, amei mais do que pensava que eu fosse capaz.

Me falta ainda um pouco de boas idéias pra escrever... não sei mais quais assuntos rendem um post e quais são inuteis... Mas estou decidida a reaprender... não sei por quanto tempo.....
(talvez precise reaprender tb a usar menos reticências em um único parágrafo... trabalharei isso tb (ops, usei de novo!))

Escrito por [FKR] Leivy às 13h17 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Sempre tive medo de viver o q eu to vivendo agora. Sempre tentei impedir que meu coração falasse mais alto do que a minha cabeça. Fracassei. Me abri, me expus, hoje eu sofro. Me iludi achando q nesse caso as coisas seriam diferentes. Esqueci de um detalhe: elas nunca são. Eu sabia disso. Ja tinha visto de perto. Como eu sou boba.

Hoje não sei o que se passa comigo. To decepcionada, frustrada, arrependida. 
Queria sumir por uns tempos. Ficar sozinha, incomunicável. Colocar minha cabeça em ordem, decidir o q eu quero pra minha vida. Como não tenho pra onde ir e nem grana pra gastar agora, to pensando em aposentar meu pc por uma semana, pelo menos. Tomara q eu consiga.

Volto quando as coisas estiverem nos seus devidos lugares.

Pra terminar, uma musica da minha banda preferida: Simple Plan

I like to stay up late
Spend hours on the phone
Hanging out with all my friends
And never being at home
I'm impolite and I make fun of everyone
I'm immature but I will stay this way forever
Until the day I die, I promise I won't change
So you better give up

I don't wanna be told to grow up
And I don't wanna change
I just wanna have fun
I don't wanna be told to grow up
And I don't wanna change
So you better give up
Cuz I'm not gonna change
I don’t wanna grow up

Escrito por [FKR] Leivy às 10h26 [ ] [ envie esta mensagem ] []

3 meses depois... achei q nunca mais ia postar aqui, mas não tinha coragem de deletar o blog pq adoro ler os posts anteriores.. é como se fosse um registro da minha vida.
Hj, aqui estou eu novamente. Pronta para encarar o ultimo semestre de faculdade, a entrega do TCC e mais um monte de coisas q serão inevitáveis. Porém, algumas coisas eu naum esperava que acontecessem.

Esse final de semana eu levei um baque. Mais precisamente ontem. Passei um ano 'convivendo' com uma pessoa que, pelo visto, só via defeitos em mim. Coloquei o verbo conviver entre aspas, pq meu contato com essa pessoa não era diário. Nos víamos alguns fds por mes, por causa de uma outra pessoa (essa sim era a razão da minha visita).

Quem me conhece, sabe mto bem que eu não sou um anjo. Tenho um temperamento mto forte e não gosto de me sentir 'ridicularizada' ou coisa assim (na verdade, acho q ninguem gosta, mas eu reajo meio mal a isso). E ontem eu reagi.

Atire a primeira pedra quem nunca fez merda na vida. Quem nunca magoou alguem, nunca ofendeu alguem, nunca brigou com alguem.. ainda busco encontrar essa pessoa. Mas, como diz a sabedoria popular: quem bate nunca lembra, quem apanha nunca esquece. E isso vale pra tudo. As pessoas nunca sabem qdo elas nos ofendem, nos chateiam, nos magoam, nos machucam. Agora, se acontece com elas, ai fica guardado a 7 chaves. Perdão? que palavra é essa? Nem todo mundo conhece.

Não vou aqui entrar em detalhes sobre o que aconteceu. Só preciso desabafar. Dizer q to triste. Decepcionada. Magoada. É como se nesse um ano, eu nunca tivesse feito nada de bom. Nunca tivesse tido uma atitude sequer que fulana aprovasse. Nunca tivesse ouvido coisas que doeram, mas q eu preferi deixar passar pra não causar problema. Nunca tivesse convivido com a realidade dos fatos: eu era uma menina do interior, pobre, que lutava pra conseguir as coisas q eu queria e naum parecia em nada com aquilo q ela sonhava ver, um dia, frequentando a casa dela. Não usava maquiagem, nem bolsa, vivia de tenis, naum me arrumava, entre vários outros comentários.

Será q um dia essa pessoa pensou q ela tb podia naum ser o q eu sonhava? Acredito q não. Ela parece estar acima do bem e do mal, do certo e do errado.

Tudo q eu tenho pra dizer agora é o segte:

Sorry you can't define me
Sorry I break the mold
Sorry that I speak my mind
Sorry don't do what I'm told
Sorry if I don't fake it
Sorry I come too real
I will never hide what I really feel

A Leivanira é assim. Feliz ou infelizmente. Mas não mudaria minha vida ou meu jeito de ser pra ser como essa pessoa talvez queira q eu seja.
Tenho orgulho de ser como sou. Apesar das barras q eu ja passei, acho q consegui me transformar numa pessoa bacana ou pelo menos numa pessoa verdadeira. Eu sou eu, em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Não pretendo criar personagens pra agradar este ou aquele. Amo uma musica q diz: If i wear a mask I can fool the world but I cannot fool my heart e é bem isso. Mesmo que enganar o mundo o deixe satisfeito, eu estou preocupada com a minha satisfação. Eu quero ser feliz. E não quero ter q viver atuando, naum levo jeito pra isso, odeio teatro.

Escrito por [FKR] Leivy às 13h02 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Nossa... quase um mes sem postar de novo... to relaxando!!!

Mas é que mtas coisas aconteceram nesse periodo e naum tinha sentido ficar escrevendo td aqui.

Bom, passado é passado e não vou revirá-lo. Estou aqui hoje, por outro motivo. Ontem foi um dos dias mais felizes da minha vida. E foi uma coisa extremamente pequena que me deixou assim. Uma ida pra faculdade diferente de tds as outras nesses 3 anos, que eu não vou esquecer, com certeza. Um momento daqueles q vc implora pro relogio parar, na tentativa de faze-lo durar um pouco mais... em vão.

Hoje fui pra casa do meu pai (eu e td mundo aqui) pra almoçar com ele, ja que ontem foi seu aniversário. Mas eu não tava mto empolgada... me faltava uma coisa.

É engraçado como algumas coisas nos marcam... as vezes pode ser um cheiro, uma música, uma roupa e parece q sempre que entramos em contato com o que nos marcou, o momento magico volta a nossa cabeça, como se estivesse acontecendo de novo. Aconteceu isso comigo agora. Na verdade, esta acontecendo. Estou sentada em frente ao PC, vendo um vídeo no meu media player, mas tem horas que eu pareço não estar no meu quarto.
Me vejo num outro lugar bastante conhecido e, porque não dizer, familiar. 
Isso pq, se eu vi esse video 10 vezes, 8 foram nesse outro lugar. Somado ao fato de que eu adoraria estar lá agora, essa lembrança tornou-se mais forte... diria que chega a doer.
1 hora e meia quase de um DVD onde cada pedacinho me lembra uma coisa diferente... daria td pra fazer disso uma realidade na minha vida hoje.

"And I hope you are the one I share my life with
And I wish that you could be the one I die with
And I pray in you’re the one I build my home with
I hope I love you all my life"

Escrito por [FKR] Leivy às 19h13 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Tem coisas que a gente precisa falar mas naum acha a pessoa ideal pra ouvir. Nesses casos, recorro ao blog.

Mta gente não vai entender o que eu vou escrever... dane-se... não é pra entender mesmo. Só tem uma pessoa que precisava ler isso... (e eu me pergunto pq naum mandei um e-mail direto pra ela).

Essa pessoa (vamos chamá-la de X) sempre criticou algumas atitudes minhas e sempre me cobrou mudanças. E demorou pra que eu mudasse... demorou mesmo... e digamos que X esperou "pacientemente" por isso. Não vou dizer que hoje sou exatamente como X gostaria que eu fosse (alias, ninguem é como os outros gostariam q fosse), mas diria que ja avancei 70% do caminho.
Só que as vezes, X parece naum entender isso. Sabe, sou uma pessoa com vontades próprias (o que naum significa que sempre consigo fazer o que quero) e esses dias elas pouco importaram.
Faço planos, tenho desejos, espero por ações (e tenho medo de "começar a agir"), mas quem liga??

Tinha uma coisa q eu queria mto... acho até que ainda quero, mas me privaram. X ate ameaçou fazer isso por mim, mas não fez. E X percebeu que eu queria... mas talvez X não quisesse.
Aí, me pergunto: quando X voltará a querer?? (sim, X antes queria isso tb... ).

Se X ler e entender isso aqui, eu juro que ficaria feliz com uma resposta.

Escrito por [FKR] Leivy às 22h03 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Sempre disse pras pessoas q eu sou estranha, mas algumas insistem em não acreditar em mim (outras concordam em genero, numero e grau).
O fato é que eu tinha tudo pra estar extremamente feliz essa semana... e não estou!!Nem um pouco.. ao contrário, queria que os dias não passassem.
Tinha uma coisa q eu achava que fosse impossivel de acontecer... um quadro que pra mim não poderia ser revertido.. e foi... aconteceu!!
Sabe aquela sensação de Things are not the same? É assim que eu to me sentindo... as coisas não são mais as mesmas pra mim...
Parece q o frio na barriga não é mais o mesmo e o coração não dispara mais.. e quando isso me vem a cabeça não é pela falta q faz, mas pela decepção que causou.
Pode ser que as coisas melhorem e tornem a se encaixar, mas vai ser um processo complicado.. e não vai depender só de mim.

Veremos!!!

Ps: nunca pensei q uma musica cantada por Caetano Veloso faria parte da minha vida!!

Escrito por [FKR] Leivy às 09h47 [ ] [ envie esta mensagem ] []