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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos

Não falaria sobre isso aqui, mas sinto que preciso escrever (sim, esse é um costume antigo: escrever sobre os problemas é a melhor forma, pra mim, de aliviar o que incomoda e seguir em frente).

Fato é que fui enganada. Me sinto enganada. Por uma pessoa que passou anos me fazendo acreditar num sentimento que, talvez, nunca tenha existido de verdade. E a a pessoa não tem culpa. Digo isso porque pouquissímas pessoas no mundo sabem, de verdade, o que é o amor. E um número de pessoas ainda menor tem a chance de sentí-lo, mesmo que apenas uma vez, durante a vida toda.

O problema é que a falta de conhecimento sobre o assunto faz com que muitos deduzam o que é o amor e apregoem ao mundo que é isso que sentem por alguém. Na maioria das vezes não é. As pessoas gostam, precisam, acostumam, se apaixonam, se sentem atraídas, desejam e confundem tudo isso com o amor, mas não sabem que o amor verdadeiro é maior do que todas essas coisas juntas.

Ah, Leivanira, você é muito romântica, dirá alguém. E talvez eu o seja, sim. De uma maneira não muito tradicional, eu diria, mas tenho um pouco de romantismo dentro de mim. E é aquele romantismo exagerado, que me parece existir apenas em obras de escritores famosos ou nas telas de cinema.

Se formos buscar definições sacras, poéticas ou, simplesmente, definições de pessoas que achavam que entendiam do assunto (leia-se: pessoas que falavam sobre o amor, mas que não necessariamente viveram isso realmente), encontraremos o seguinte:

"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha" (I Corintios 13)

"O amor é um enorme exagero de diferença, entre uma pessoa e as restantes” Bernard Shaw

“Quem não considera os defeitos do ser amado como virtude, não ama” Goethe

“O amor é a poesia dos sentidos. Quando existe, existe para todo o sempre e aumenta cada vez mais” Honoré de Balzac

"Amar é querer estar perto, se longe; e mais perto, se perto” Vinícius de Morais

“Barreiras de pedra não podem deter o amor”  William Shakespeare

“O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem” Saint-Exupèry

E não para por aí. Mas diante de todas essas definições, concluo que existem pessoas que ainda não conheceram o amor verdadeiro. Se iludiram por anos. E tentam se iludir, ainda mais , apregoando que isso não terminou e que 'sabem o que sentem'. Tolos.

Quem ama verdadeiramente não maltrata, não despreza, não descarta friamente, não ignora, não se deixa dominar pela raiva, não tem vontade de ficar longe, não desiste, ao contrário, insiste para resolver problemas e aparar arestas. Quem um dia soube o que é o amor, não o troca por uma partida de futebol, por amigos ou por qualquer outra coisa. Não consegue ver o telefone tocando e ignorar isso. Não é capaz de fazer 'pirraça', só para fazer o outro correr atrás, ou dar o troco na mesma moeda.

Enfim, a verdade é que depois de seis anos de convivência, eu queria um pouco de sinceridade. Eu queria poder olhar para trás e dizer: ok, acabou, mas valeu a pena. Porque hoje não é isso que eu sinto. Acho, sim, que fui uma idiota que não mereceu, sequer, uma explicação decente do por quê tudo terminou, porque a pessoa foi covarde o suficiente para fazer isso via internet, sem olhar nos meus olhos. Como alguém que você conhece em uma balada e pra quem não tem a obrigação de ligar no dia seguinte.

Infelizmente, pra mim tudo tinha significado um pouco mais. Por tudo que vivemos, por tudo que compartilhamos, pelas descobertas, pelas dificuldades superadas, enfim, pela amizade que já existia antes de qualquer outra coisa, mas que não foi suficiente para que, na hora, eu merecesse uma atitude mais humana.

Pra mim, tudo é muito simples: "Não sei como terminar, ela vai ficar chateada, então vou dizer que ainda gosto dela, para amenizar as coisas. Ah, também vou dizer que um dia a gente vai sentar pra conversar, porque assim ela vai ficar esperando e achando que tudo permanece como era antes. Enquanto isso, mostro que minha vida está seguindo muito bem sem ela, ela vai se desiludindo, até o sentimento do lado dela acabar e eu ficar livre de vez".

Se for isso, parabéns! Objetivo 90% alcançado. Já pode comemorar.

Ainda tenho mais coisas a dizer. Mas não vou fazê-lo. Não agora.

Escrito por [FKR] Leivy às 22h07 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Em 2003, quando ouvi o Stripped da Aguilera pela primeira vez, lembro de ter gostado especialmente de uma música chamada Cruz. E juro: se tivesse que virar single, eu deveria ser a diretora do clipe: sempre imaginei cenas ótimas para esta música.

Em 2005, quando surgiram umas oportunidades na minha vida (que eu não aproveitei, diga-se), essa música voltou a falar mais alto. Chegava, inclusive, a me imaginar na situação descrita na letra com a música tocando como 'trilha sonora' do momento.

O tempo passou e quase esqueci da tal música. Até que, recentemente, ela voltou a ser presença constante na minha playlist. Aliás, é exatamente isso que estou ouvindo agora.

Por isso, divido com vocês um trechinho da letra.

I'm leaving today
Living it, leaving it to change

Slowly drifting into a peaceful breeze
Tongue tied and twisted are all my memories
Celebrating a fantasy come true
Packing all my bags, finally on the move

I turn up the radio and I'm feeling like I've never felt before
Turn down the memories of yesteryears and broken dreams I bring
Finally free

Escrito por [FKR] Leivy às 15h26 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Na verdade este texto que vou colocar aqui já foi postado no FKR, mas vou usar este espaço para 'salvá-lo' digitalmente. Até porque, além de ser um espaço para desabafos este blog é, também, uma espécie de arquivo da minha vida. Adoro voltar aqui e ler sobre as coisas que vivi em anos anteriores.

Então, para que eu possa guardar aquele momento para sempre, aqui vai o relato do dia 16 de outubro. Um dos dias mais felizes que eu já vivi.

Meu encontro com o Kimi

Bom, minha maratona do GP Brasil 2009 começou na quinta-feira de manhã quando fomos para a coletiva da Shell. Essa coletiva já é bastante tradicional e conta sempre com a presença dos dois pilotos da Ferrari. Neste ano: Kimi Raikkonen e Giancarlo Fisichella.

            Já tinha participado da coletiva do ano passado, então já conhecia o esquema: entrar logo e garantir uma cadeira na fileira da frente, para ficar o mais próximo possível do Kimi. Assim que as entradas foram liberadas, sentamos no lugar desejado: eu, a Ludy do Octeto e mais duas amigas (Monique e Sabrina).

            Quando o Kimi entrou, a reação foi a mesma do ano passado: lágrimas. É sempre inacreditável pensar que aquele cara que eu passo o ano todo vendo pela TV e pela net está ali, sentado na minha frente, a menos de 2 metros de distância.

            Poucas respostas e algumas fotos depois, a coletiva terminou e eu já não cabia em mim de tanta felicidade. Se o final de semana terminasse ali, já teria valido a pena.

            À noite fomos para o Hyatt (eu e a Monique), na tentativa de encontrá-lo. No entanto, como o esquema de segurança estava mais forte neste ano, tivemos que entrar e ir pro bar, já que sem consumir ($$$), não podíamos ficar ali. O problema foi que a hostess nos colocou em uma mesa que tinha uma péssima visualização da porta, logo, se o Kimi chegasse dificilmente nós iríamos ver. Como previsto, ficamos ali a noite toda, ele chegou, não vimos e fomos embora um tanto mais pobres (custava R$ 9 um simples café) e frustradas.

            Na sexta-feira encontramos a Sami na estação da CPTM e voltamos para lá. Dessa vez em outra mesa, com uma visão privilegiada da porta. Bem, o relato da Sami vocês já conhecem. Depois do sorriso, o Kimi desceu mais uma vez e saiu. A Sami até tentou ir atrás dele, mas não rolou. Foi aí que ela resolveu ir embora e eu insisti em ficar lá mais um pouco. Ele tinha saído de boné e com a roupa da Ferrari e, pra mim, isso era um sinal de que ele não teria ido longe.

            No final das contas, eu estava certa. Cerca de uma hora depois ele retornou, exatamente às 21:08. Quando vi, saí da mesa onde eu estava e fui na direção dele, que tinha parado para atender uma criança. Sabia que essa atitude poderia culminar em um educado convite para que eu fosse embora do hotel, mas eu precisava arriscar. Alguma coisa me dizia: It’s now or never! GO! E se eu conseguisse a foto, poderia ser ‘expulsa’ de lá numa boa. Minha missão estaria cumprida.

Como só tinha o celular em mãos, parei bem do lado dele e tirei uma foto enquanto ele autografava uma revista para o moleque. Meu pensamento era um só: se ele não parar para me atender, ao menos terei uma foto dele bem de perto. Só que não tinha me dado conta de que eu tremia absurdamente, o que comprometeu bastante a qualidade da foto. Mas isso não importava. Tudo que importava era que ele estava ali, na minha frente, a menos de um passo de mim.

            Assim que terminou de autografar a revista ele saiu e tudo que eu consegui dizer foi: Kimi, just a picture, please. Ele não disse uma palavra sequer, mas parou ao meu lado. Foi aí que eu passei o braço pela cintura dele - meio que tentando impedir que ele saísse correndo antes da foto - enquanto a ‘tremedeira’ só piorava.

            Minha amiga (que também tremia, como dá pra notar hehehe) bateu a foto e ele já estava saindo de perto de nós quando eu disse: Hey! Ele parou onde estava e olhou para trás. Nem acreditei. Por tudo que conhecemos do Kimi, imaginava que ele sequer olhasse pra gente, quanto mais que ele parasse quando ouvisse um Hey. Que jeito era esse de chamar o cara? Você passa seis anos da sua vida venerando uma pessoa para depois chamá-lo de ‘hey’?

            Mas enfim, eu disse hey e mesmo assim ele olhou pra mim. Aliás, aqui cabe um parênteses: O Kimi é o tipo de cara que olha no fundo dos teus olhos enquanto você fala com ele (diferente do Alguersuari, por exemplo, que não faz ideia de qual é a cor do meu cabelo até agora. Ele parava para a foto, mas mal olhava pra gente). E aí eu continuei: please… just one more... with her. Afinal, minha amiga também queria uma foto com ele. Ele mais uma vez parou e enquanto minha amiga arrumava o celular dela para que eu pudesse fotografá-la, eu fiquei ali, parada, olhando no fundo daqueles olhos que também olhavam pra mim. Nessa hora, milhares de coisas passaram pela minha cabeça: falar do FKR, falar que eu tinha ido na coletiva do dia anterior, dizer o quanto a gente gosta dele e o admira, o quanto ele é especial pra gente, enfim, quis dizer muita coisa, mas tudo que consegui fazer foi ficar ali, paralisada por aquele olhar, imaginando o quanto eu sonhei com aquele momento...

            Celular arrumado, bati a foto da minha amiga e disse ‘thanx’. Depois disso, ele foi embora. E foi só neste momento que eu tive a real noção do que tinha acabado de acontecer. A partir daí, as lágrimas foram incontroláveis. Voltei pra minha mesa, chorei tudo que era possível, mas de uma forma muito controlada (afinal, estava em um hotel 5 estrelas e não podia pagar ‘mais’ mico), me deram água e fiquei ali, com um sorriso de orelha a orelha, sentindo o gostinho da realização de um sonho. Só é uma pena que os sonhos sempre acabam.

            Hoje, deste meu sonho, restam apenas fotos. Fotos de um momento que eu vou guardar para sempre. Não importa o quanto digam que isso é infantilidade e não importa o quanto olhem pra mim e digam: nossa, só isso?

            Pra mim não foi só isso, foi também um dos melhores dias da minha vida. EVER! Um daqueles momentos em que você implora pro relógio parar, mas que ele infelizmente não para.

Escrito por [FKR] Leivy às 18h16 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Tanta coisa pra dizer, mas não consigo organizar minhas idéias. Pensando bem, a verdade é que eu não quero organizá-las. Não quero torná-las públicas. De nada adiantaria.

É estranho. Quase todo dia as pessoas te perguntam como você está, mas poucas estão dispostas a ouvir uma resposta diferente do: Bem, obrigada. Então por que perguntaram? Odeio essas demonstrações de 'educação'. Preciso de demonstrações de amizade, de carinho.. E isso tem sido bem difícil, ultimamente, com raríssimas exceções. Aliás, exceções que não irei nomear porque fazem parte da lista de coisas que ninguém precisa saber.

E assim vou seguindo.

Em cerca de quatro meses, irei realizar o maior sonho da minha vida. Mas não sei se isso me deixa feliz. Porque sei que depois de três semanas voltarei para casa, deixando para trás algo que eu não queria ter que deixar. Tudo que sei é que vou tentar aproveitar tudo que posso de cada um destes 21 dias. E espero que a Leivanira que vai voltar de lá seja BEM diferente da que deve embarcar na última semana de março. Veremos!

Escrito por [FKR] Leivy às 20h22 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Dizem que tudo na vida tem um fim. E por mais que eu saiba que isso é verdade, nunca soube lidar com a situação. O que está acabando não importa: pode ser um relacionamento, uma série de TV, minha banda preferida ou até a faculdade... a verdade é que sempre que essas coisas chegam ao fim me deixam com uma sensação de vazio que é bem difícil de superar.

 

Hoje, particularmente, estou com essa sensação bem latente. É estranho pensar, mas embora saiba que nada é eterno, nunca consegui imaginar como seria issose terminasse. Aliás, a continuação era sempre tão óbvia e automática que o fim sequer era cogitado. Não tinha porque acabar: os resultados ainda apareciam, as conquistas aconteciam e não existiam fatores externos que atrapalhassem. Logo, pra que se preocupar?

 

Até que, neste ano, as preocupações começaram. Boatos foram surgindo, ganharam força com o passar dos meses, se concretizaram no segundo semestre e a garantia de mais um ano deu lugar a dúvida. Questionamentos. Mais boatos. Minha reação foi imediata: preciso estar lá neste ano. Preciso aproveitar esta que, provavelmente, será minha última chance. Fui. Aproveitei tudo que pude. Realizei um sonho. E voltei para casa rezando para que o sonho não terminasse naquele 1º de novembro.

 

Passaram-se alguns dias e os boatos foram diminuindo gradativamente, dando lugar a outros, envolvendo outras pessoas. E a cada dia as chances de permanência me pareciam mais escassas. Acessos diários a sites especializados se tornaram rotina, sempre esperando por uma boa notícia... que nunca vinha... que nunca veio... e que, agora, dificilmente virá.

 

Recebo via twitter a informação de que o que eu mais temia foi confirmado: fontes finlandesas afirmam que o sonho acabou. O meu sonho. Sonho que durante anos foi compartilhado com outras seis garotas que tinham interesses comuns. Que se tornaram amigas, companheiras, irmãs. E irmãs no sentido mais completo e complexo da palavra.

 

Nestes seis anos, essas sete garotas dividiram anseios, conquistas, medos, novas experiências e, acima de tudo, nosso amor e dedicação a essa pessoa que hoje, de certa forma, deixa de fazer parte de nossa rotina diária.

 

Para mim, como sempre, a dor está sendo inevitável. Lembro-me perfeitamente de como tudo isso começou. Das madrugadas mal dormidas, dos treinos classificatórios que eram gravados para que eu pudesse assistir no ônibus enquanto ia para a faculdade, dos projetos bem sucedidos, dos projetos mal sucedidos, dos finais de semana passados na frente do PC produzindo podcasts, das confusões com outros grupos de fãs, das entrevistas dadas a grandes meios de comunicação, enfim, de tudo que vivi neste tempo, graças a esta admiração que surgiu da maneira mais bizarra e por motivos realmente questionáveis, mas que se transformou, amadureceu e me serviu depois como exemplo de conduta e de posicionamento diante das dificuldades. Verdadeiro exemplo de vida.

 

Hoje não sei o que esperar. Talvez tudo não passe de um pesadelo. Ou talvez seja tudo verdade. Mas sei que levarei isso comigo para sempre. O exemplo continuará sendo seguido, mesmo que a maioria o esqueça. Assim como vou me lembrar eternamente das amizades que conquistei através dele, dos bons momentos que passei no último mês de outubro e daquele olhar incrível que, por um momento, me paralisou por completo e me fez ver que tudo, tudo mesmo, valeu a pena.

 

Escrito por [FKR] Leivy às 22h11 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Ridiculamente eu nomeei esse blog de Maybe it´s me. Como pode uma pessoa querer definir quem ela é, qdo nem ela sabe qual é a definiçao?

Não me conheço. Tive mais certeza disso hoje.

Tenho o péssimo costume de fuçar orkut. Hoje deixaram um scrap pra mim e eu fui ver quem era. Na pagina inicial dessa pessoa vi uma comunidade tosca, entrei e me deparei com algo q mudou meu dia totalmente.

Duas garotas de 17 e 18 anos morreram em um acidente na sexta feira antes da páscoa (chamada sexta feira santa). Até aí, td mundo pode pensar: ok, elas não foram as únicas. E, realmente, muitas outras morreram não só nesse dia.. o q me incomodou não foi o fato de serem essas duas garotas especificamente (eu nem as conhecia, eram de outra cidade e tal). O q pegou foi ver q a página do Orkut delas e o fotolog delas ainda existe. Mesmo depois de 11 dias do acidente.

Achar essas coisas não me fez bem por dois motivos:

1) Me coloquei no lugar delas. Essas garotas nunca poderiam imaginar qdo postaram as ultimas fotos, que entre os comentários daquela página estariam vários 'descanse em paz'. Elas não pensavam que os planos todos feitos pra aquele final de semana prolongado, nunca seriam realizados. Nem que morreriam de forma tão bruta (foram arremessadas pra fora do carro e encontradas 50 m depois do local da batida... a porta de tras do carro se soltou, por isso elas 'voaram')

2) Um dos scraps deixados na página de uma delas, era de um garoto que tinha encontrado-a na quinta a noite e disputado com ela uma partida de sinuca (q ela pagou). As palavras dele me balançaram: nunca pensei q seria a última noite dela nesse mundo (elas morreram as 19H).

Sabe, ninguem é paranóico a ponto de pensar que pode ser a última vez q veremos a pessoa com quem estamos. Mas existe uma chance real de ser. E aí? Será que tudo foi dito? Será que elas sabem o q sentimos por elas? Será que estamos aproveitando os momentos ou estamos desperdiçando com brigas tolas e conversas insossas? Será q existem coisas a serem acertadas e que ainda não foram, e com isso, uma mágoa vai tomando conta do nosso coração até o dia em que pouco importará o que aconteceu ou como vai se resolver?

Lembrei daquele texto "Um dia vc aprende" que é atribuído ao Shakespeare (mas que nunca soube se é realmente dele):

"Um dia vc aprende que as pessoas com quem voce mais se importa na vida são tomadas de voce muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a vejamos".

Confesso que eu nem sempre faço isso.

Como vou querer usar esse espaço pra mostrar ao mundo quem eu sou... qdo nem eu sei quem eu sou. Precisei me abalar com a morte de duas desconhecidas (que se tornaram tão íntimas, depois de ler suas páginas na Internet), pra repensar a minha vida... e o meu modo de lidar com a vida das pessoas que são importantes pra mim.

Por isso, por favor, nunca se esqueçam do quanto eu adoro tds vcs que passam por aqui ou pelo meu fotolog ou até alguns que nem passam, mas que tocaram a minha vida de alguma forma e ocupam espaço no meu coração.

Se tem alguma coisa que eu sei sobre mim, é que todos vcs me ajudaram a construir essa incógnita chamada Leivanira que existe hoje. Cada um, de sua forma particular e exclusiva, me ensinou alguma coisa que eu levo comigo até hoje. E eu sou mto grata por ter todos voces em minha vida. (ou mesmo por ter tido por um tempo, para os que hoje estão mais distantes).

Desde as minhas amigas 'virtuais' ou aqueles q eu conheço mas não vejo faz tempo: Eu adoro vcs! não esqueçam disso.... NUNCA!

Escrito por [FKR] Leivy às 20h29 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Se tem uma coisa que eu preciso é aprender a dizer não. Devia ter aprendido já, depois de tantos que eu venho ouvindo durante esses 23 anos, mas na maioria das vezes não consigo. E me fazem de boba por isso.

Hoje foi a gota d'água. Estressei, xinguei, falei mais do que devia, magoei pessoas que eu amo, me arrependi, entristeci... tudo porque eu não soube dizer não.

Mas sei o motivo de ser assim. Tenho medo de ouvir essa palavra. Conheço a frustração que esse som me causa, então, evito fazer com que as outras pessoas a escutem tb.

Continuando, hoje não soube dizer não. O resultado disso foi passar frio, fome e ficar num lugar escuro, sozinha, esperando a boa vontade de uma pessoa ir me buscar. Em prol da felicidade de uma pessoa, tive um dos meus piores dias.

Sou nova ainda... tenho fé que um dia eu aprendo.

Escrito por [FKR] Leivy às 20h14 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Senti necessidade de voltar. Tinha me desacostumado a postar aqui. Tinha me desiludido com o blog. Ensaiei minha volta várias vezes e concluí que desaprendi a escrever (conclusão péssima pra alguém que 4 meses atrás se formou em jornalismo). Tentei substituí-lo por um fotolog, mas também foi em vão. Postar fotos não me satisfaz. Minhas fotos não dizem nada. São incapazes de exprimir quem eu sou, do que eu gosto ou o que eu penso. Não traduzem minhas dúvidas e incertezas sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre a minha vida, sobre mim.

Mas a verdade é que apesar desse monte de 'des' que citei aí em cima, eu sinto muita falta desse cantinho. Não acredito em horóscopo, mas sinto que me encaixo na definição dos geminianos quase que perfeitamente: comunicativa, grande capacidade de pensar e fazer várias coisas ao mesmo tempo, gostam e desgostam das coisas com a mesma facilidade. Talvez isso tenha acontecido com o Blog.

Desde meu último post, muita coisa aconteceu. Mudei pra Campinas, consegui um estágio lá, fiz a minha tão sonhada monitoria, voltei pra Itu, saí do estágio, concluí a monitoria, ganhei bolsa na faculdade de novo, escrevi meu livro, fui aprovada no meu TCC, fiz um curso de assessoria de imprensa em São Paulo, terminei a faculdade, recebi meu certificado, cheguei na última fase no processo seletivo de uma grande empresa, não fui aprovada nessa última fase, parei de ir a igreja, enfim, mudei um pouco, cresci bem menos, amadureci a duras penas, sofri mais do que precisava, amei mais do que pensava que eu fosse capaz.

Me falta ainda um pouco de boas idéias pra escrever... não sei mais quais assuntos rendem um post e quais são inuteis... Mas estou decidida a reaprender... não sei por quanto tempo.....
(talvez precise reaprender tb a usar menos reticências em um único parágrafo... trabalharei isso tb (ops, usei de novo!))

Escrito por [FKR] Leivy às 13h17 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Sempre tive medo de viver o q eu to vivendo agora. Sempre tentei impedir que meu coração falasse mais alto do que a minha cabeça. Fracassei. Me abri, me expus, hoje eu sofro. Me iludi achando q nesse caso as coisas seriam diferentes. Esqueci de um detalhe: elas nunca são. Eu sabia disso. Ja tinha visto de perto. Como eu sou boba.

Hoje não sei o que se passa comigo. To decepcionada, frustrada, arrependida. 
Queria sumir por uns tempos. Ficar sozinha, incomunicável. Colocar minha cabeça em ordem, decidir o q eu quero pra minha vida. Como não tenho pra onde ir e nem grana pra gastar agora, to pensando em aposentar meu pc por uma semana, pelo menos. Tomara q eu consiga.

Volto quando as coisas estiverem nos seus devidos lugares.

Pra terminar, uma musica da minha banda preferida: Simple Plan

I like to stay up late
Spend hours on the phone
Hanging out with all my friends
And never being at home
I'm impolite and I make fun of everyone
I'm immature but I will stay this way forever
Until the day I die, I promise I won't change
So you better give up

I don't wanna be told to grow up
And I don't wanna change
I just wanna have fun
I don't wanna be told to grow up
And I don't wanna change
So you better give up
Cuz I'm not gonna change
I don’t wanna grow up

Escrito por [FKR] Leivy às 10h26 [ ] [ envie esta mensagem ] []

3 meses depois... achei q nunca mais ia postar aqui, mas não tinha coragem de deletar o blog pq adoro ler os posts anteriores.. é como se fosse um registro da minha vida.
Hj, aqui estou eu novamente. Pronta para encarar o ultimo semestre de faculdade, a entrega do TCC e mais um monte de coisas q serão inevitáveis. Porém, algumas coisas eu naum esperava que acontecessem.

Esse final de semana eu levei um baque. Mais precisamente ontem. Passei um ano 'convivendo' com uma pessoa que, pelo visto, só via defeitos em mim. Coloquei o verbo conviver entre aspas, pq meu contato com essa pessoa não era diário. Nos víamos alguns fds por mes, por causa de uma outra pessoa (essa sim era a razão da minha visita).

Quem me conhece, sabe mto bem que eu não sou um anjo. Tenho um temperamento mto forte e não gosto de me sentir 'ridicularizada' ou coisa assim (na verdade, acho q ninguem gosta, mas eu reajo meio mal a isso). E ontem eu reagi.

Atire a primeira pedra quem nunca fez merda na vida. Quem nunca magoou alguem, nunca ofendeu alguem, nunca brigou com alguem.. ainda busco encontrar essa pessoa. Mas, como diz a sabedoria popular: quem bate nunca lembra, quem apanha nunca esquece. E isso vale pra tudo. As pessoas nunca sabem qdo elas nos ofendem, nos chateiam, nos magoam, nos machucam. Agora, se acontece com elas, ai fica guardado a 7 chaves. Perdão? que palavra é essa? Nem todo mundo conhece.

Não vou aqui entrar em detalhes sobre o que aconteceu. Só preciso desabafar. Dizer q to triste. Decepcionada. Magoada. É como se nesse um ano, eu nunca tivesse feito nada de bom. Nunca tivesse tido uma atitude sequer que fulana aprovasse. Nunca tivesse ouvido coisas que doeram, mas q eu preferi deixar passar pra não causar problema. Nunca tivesse convivido com a realidade dos fatos: eu era uma menina do interior, pobre, que lutava pra conseguir as coisas q eu queria e naum parecia em nada com aquilo q ela sonhava ver, um dia, frequentando a casa dela. Não usava maquiagem, nem bolsa, vivia de tenis, naum me arrumava, entre vários outros comentários.

Será q um dia essa pessoa pensou q ela tb podia naum ser o q eu sonhava? Acredito q não. Ela parece estar acima do bem e do mal, do certo e do errado.

Tudo q eu tenho pra dizer agora é o segte:

Sorry you can't define me
Sorry I break the mold
Sorry that I speak my mind
Sorry don't do what I'm told
Sorry if I don't fake it
Sorry I come too real
I will never hide what I really feel

A Leivanira é assim. Feliz ou infelizmente. Mas não mudaria minha vida ou meu jeito de ser pra ser como essa pessoa talvez queira q eu seja.
Tenho orgulho de ser como sou. Apesar das barras q eu ja passei, acho q consegui me transformar numa pessoa bacana ou pelo menos numa pessoa verdadeira. Eu sou eu, em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Não pretendo criar personagens pra agradar este ou aquele. Amo uma musica q diz: If i wear a mask I can fool the world but I cannot fool my heart e é bem isso. Mesmo que enganar o mundo o deixe satisfeito, eu estou preocupada com a minha satisfação. Eu quero ser feliz. E não quero ter q viver atuando, naum levo jeito pra isso, odeio teatro.

Escrito por [FKR] Leivy às 13h02 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Nossa... quase um mes sem postar de novo... to relaxando!!!

Mas é que mtas coisas aconteceram nesse periodo e naum tinha sentido ficar escrevendo td aqui.

Bom, passado é passado e não vou revirá-lo. Estou aqui hoje, por outro motivo. Ontem foi um dos dias mais felizes da minha vida. E foi uma coisa extremamente pequena que me deixou assim. Uma ida pra faculdade diferente de tds as outras nesses 3 anos, que eu não vou esquecer, com certeza. Um momento daqueles q vc implora pro relogio parar, na tentativa de faze-lo durar um pouco mais... em vão.

Hoje fui pra casa do meu pai (eu e td mundo aqui) pra almoçar com ele, ja que ontem foi seu aniversário. Mas eu não tava mto empolgada... me faltava uma coisa.

É engraçado como algumas coisas nos marcam... as vezes pode ser um cheiro, uma música, uma roupa e parece q sempre que entramos em contato com o que nos marcou, o momento magico volta a nossa cabeça, como se estivesse acontecendo de novo. Aconteceu isso comigo agora. Na verdade, esta acontecendo. Estou sentada em frente ao PC, vendo um vídeo no meu media player, mas tem horas que eu pareço não estar no meu quarto.
Me vejo num outro lugar bastante conhecido e, porque não dizer, familiar. 
Isso pq, se eu vi esse video 10 vezes, 8 foram nesse outro lugar. Somado ao fato de que eu adoraria estar lá agora, essa lembrança tornou-se mais forte... diria que chega a doer.
1 hora e meia quase de um DVD onde cada pedacinho me lembra uma coisa diferente... daria td pra fazer disso uma realidade na minha vida hoje.

"And I hope you are the one I share my life with
And I wish that you could be the one I die with
And I pray in you’re the one I build my home with
I hope I love you all my life"

Escrito por [FKR] Leivy às 19h13 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Tem coisas que a gente precisa falar mas naum acha a pessoa ideal pra ouvir. Nesses casos, recorro ao blog.

Mta gente não vai entender o que eu vou escrever... dane-se... não é pra entender mesmo. Só tem uma pessoa que precisava ler isso... (e eu me pergunto pq naum mandei um e-mail direto pra ela).

Essa pessoa (vamos chamá-la de X) sempre criticou algumas atitudes minhas e sempre me cobrou mudanças. E demorou pra que eu mudasse... demorou mesmo... e digamos que X esperou "pacientemente" por isso. Não vou dizer que hoje sou exatamente como X gostaria que eu fosse (alias, ninguem é como os outros gostariam q fosse), mas diria que ja avancei 70% do caminho.
Só que as vezes, X parece naum entender isso. Sabe, sou uma pessoa com vontades próprias (o que naum significa que sempre consigo fazer o que quero) e esses dias elas pouco importaram.
Faço planos, tenho desejos, espero por ações (e tenho medo de "começar a agir"), mas quem liga??

Tinha uma coisa q eu queria mto... acho até que ainda quero, mas me privaram. X ate ameaçou fazer isso por mim, mas não fez. E X percebeu que eu queria... mas talvez X não quisesse.
Aí, me pergunto: quando X voltará a querer?? (sim, X antes queria isso tb... ).

Se X ler e entender isso aqui, eu juro que ficaria feliz com uma resposta.

Escrito por [FKR] Leivy às 22h03 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Sempre disse pras pessoas q eu sou estranha, mas algumas insistem em não acreditar em mim (outras concordam em genero, numero e grau).
O fato é que eu tinha tudo pra estar extremamente feliz essa semana... e não estou!!Nem um pouco.. ao contrário, queria que os dias não passassem.
Tinha uma coisa q eu achava que fosse impossivel de acontecer... um quadro que pra mim não poderia ser revertido.. e foi... aconteceu!!
Sabe aquela sensação de Things are not the same? É assim que eu to me sentindo... as coisas não são mais as mesmas pra mim...
Parece q o frio na barriga não é mais o mesmo e o coração não dispara mais.. e quando isso me vem a cabeça não é pela falta q faz, mas pela decepção que causou.
Pode ser que as coisas melhorem e tornem a se encaixar, mas vai ser um processo complicado.. e não vai depender só de mim.

Veremos!!!

Ps: nunca pensei q uma musica cantada por Caetano Veloso faria parte da minha vida!!

Escrito por [FKR] Leivy às 09h47 [ ] [ envie esta mensagem ] []

If u love sth let it go....

Tava vendo Tv agora e passou uma matéria especial sobre um negocio q ta rolando por ai e q pra muitas pessoas vai ficar na memória por tudo que elas viveram e tudo o que conquistaram lá. 
Bom, eu não participei disso, mas com certeza vai ficar marcado pra mim tb. Um dos motivos é o mesmo: o que eu vivi nesse periodo, mas o outro, infelizmente, é o oposto. Não conquistei nada e, talvez, ate o oposto tenha acontecido: talvez eu tenha perdido uma coisa que eu achava q tinha conquistado.
A partir de hoje, tenho 10 dias pra resolver que decisão tomar e que (novo?) rumo dar a minha vida.
Recebi essa semana uma frase por e-mail que traduziu perfeitamente o que ta acontecendo. Entretanto, prefiro naum escrevê-la aqui pra não gerar questionamentos ou suposições erradas. Se alguem não conseguir segurar a curiosidade, manda um e-mail pra mim q eu conto... hehhhe

Bom, o carnaval chegou e assim como tudo na vida, vai passar mais rapido do que a gente imagina. Esperamos meses por uma coisa e qdo ela chega a gente nem consegue aproveitar direito de tao rapido q vai embora.

Será que alguem pode arrancar os calendarios que existem aqui em casa?

Escrito por [FKR] Leivy às 12h36 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Finalmente comprei meu teclado novo... isso mesmo, é esse ai que está na foto abaixo.. um modelo compacto para notebook, mas que eu adorei e ta sendo super util (sem contar q as teclas sao bem mais gostosas de digitar).Espero q ele dure bastante e q eu naum tenha outro acesso diante dele e quebre os "enters" de novo. (ate pq esse só tem 1)

Fora isso, mais coisas aconteceram nessas semanas q eu naum postei: as aulas começaram, conheci mta gente legal no bus, ainda to correndo atras de estágio, desisti de ir pra praia no carnaval (agora quero ir no show do Oasis) e aprendi mta coisa. Uma delas é que eu preciso parar de sonhar com as coisas e ficar criando fantasias em torno do que eu gostaria q acontecesse e de como acontecesse. Elas simplesmente não acontecem como eu imagino e a frustração é inevitável. Outra coisa que eu notei nesses dias é q eu tenho sido mto intolerante com as pessoas que estão proximas a mim. Mas é q de certa forma eu não aguento ouvir gente q não tem com o que se preocupar, ficar "chorando" por pouca coisa. 

Tudo na vida requer sacrificios e se vc não esta disposto a encará-los, é melhor desistir de uma vez. Quase disse isso pra uma amiga minha essa semana e acho q ela ficou meio magoada comigo. Devia esperar q eu dissesse coisas meigas e suaves... não disse.

Tb aprendi que sou capaz de conviver com tds os tipos de situações, mesmo que de inicio elas pareçam impossiveis. Agora entendo qdo me diziam q a gente se acostuma a tudo nessa vida. E embora eu sempre discordasse disso, hj eu sei q é verdade. É como se a gente ficasse calejado com o tempo e os impactos já naum causassem tanto efeito em nós. (ninguem entendeu nada neh? mas é isso aí)

Essa é a ultima semana de aula (já q a proxima é carnaval e não vou pra facul a semana td) e, mais uma vez, surgem expectativas a respeito de uma coisa que deve se decidir antes do período de Oba-oba.

Ah, tb consegui a tão sonhada monitoria em Jornalismo Aplicado B.. isso me deixou feliz pakas...

Bom, acho q é isso.. espero ter novidades semana q vem.

Escrito por [FKR] Leivy às 12h51 [ ] [ envie esta mensagem ] []